Publicado por: ppriess | 9 Junho, 2008

A responsabilidade dos intermediários

Não é de hoje minha antipatia com certas formas de agir das empresas que provém acesso a internet. Spam, pirataria, pedofilia, difamação, roubo de identidade, planejamento de sequestros, ataques a sites legítimos, phishing… muitos crimes são possibilitados pela utilização em massa da internet.

E, ao meu ver, os maiores responsáveis por criar formas de proteger os cidadãos, seus próprios clientes, são os provedores de acesso. É o serviço por eles oferecido e vendido (aliado, claro, à imperfeição humana) que possibilita a existência destas situações que vêm prejudicando pessoas e indústrias inteiras, como por exemplo, a da música, que viu despencar a venda de álbums de todos os artistas em função do compartilhamento de arquivos. Logo é deles (dos provedores de acesso – ISPs) a responsabilidade pela legitimidade e boa utilização dos recursos que oferecem.

Enquanto os ISPs lavam as mãos, a sociedade tenta contra-atacar mirando nos alvos errados. Não são os compartilhadores de arquivos os reais criminosos, ainda que eu entenda perfeitamente a questão de direitos autorais. Compartilhadores, neste exemplo, são em sua imensa maioria FÃS dos artistas e não criminosos organizados visando lucro. A banda Metallica viu sua imagem ser imensamente prejudicada ao entrar com uma ação contra o Napster e milhares de fãs que haviam utilizado o serviço de troca de arquivos. Estratégia errada, alvo errado.

Fica minha opinião para reflexão…

E abaixo, carta minha publicada hoje no Jornal de Santa Catarina, a respeito de matéria jornalística publicada neste periódico sobre o acesso a sites eróticos, inclusive com assinatura paga, pela prefeitura de uma cidade do nosso litoral.

Carta de Paulo Priess ao Jornal de Santa Catarina


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